sábado, 26 de dezembro de 2009

Direto do Portal vermelho.org.br

La Jornada contrasta o México com o Brasil

No seu editorial desta quinta-feira (24), O Brasil como contraste, o jornal La Jornada faz um curioso paralelo entre o Brasil e o México, a começar pelo salário mínimo, comparação que considera "inevitável". Sem ser acrítico em relação ao governo Lula, o diário de esquerda mexicano conclui que este tem "uma visão de Estado" que vem faltando aos governantes mexicanos. Confira o texto.

O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, instituiu um aumento de 10% no salário mínimo, o que significa, quando a medida entrar em vigor em janeiro próximo, um aumento real anual, descontada a inflação, de 5,5% no poder aquisitivo dos trabalhadores. Desde 2003, quando Lula iniciou seu primeiro mandato como presidente, o indicador salarial brasileiro acumulou um aumento de 53,4% em termos reais.

Isto não apenas ajuda a explicar a enorme popularidade de que goza o governante de origem operária. Mais importante, permite-nos compreender a solidez da economia do maior país da América Latina.

Na verdade, o crescente poder de compra dos salários tem dado ao Brasil um mercado interno consolidado que proporciona um crescimento sustentado dos ramos agrícola, industrial e de serviços. Isso permitiu que a crise econômica mundial tenha sido, nessa nação do Sul, muito menos prejudicial do que em outros países. Na verdade, apesar de toda a falência financeira global registrada no ano, a economia brasileira registrou em 2009 números positivos.

Em todas estas áreas, os salários, os mercados domésticos, crises econômicas e mudanças no PIB, é inevitável comparação entre o Brasil e o México. De 2003 até esta data, o salário mínimo no México aumentou 20,4% nominalmente, mas quando comparado com a inflação desse período, a segunda metade do mandato presidencial de Vicente Fox e a primeira da administração de Calderón, o mínimo perdeu, em termos reais, cerca de 10% do seu poder de compra. Isto é simplesmente a etapa mais recente de uma desvalorização deliberada e sistemática de trabalho, estipulada pelo programa neoliberal em curso desde 1988 – ou desde 1982, de acordo com outros critérios.

Esse plano para punir os salários e facilitar a concentração da riqueza em poucas mãos, não só foi catastrófico para os trabalhadores, mas também para a economia como um todo, uma vez que impediu o crescimento de um mercado capaz de sustentar atividades produtivas. No final, e obsessão neoliberal e antinacional dos governantes – por atrair investimento estrangeiro, aumentar as exportações às custas do bem-estar da população, submeter o país ao arbítrio de todo tipo de agentes externos – impôs à atividade econômica um rumo de colapso. Isto pode ser visto no total desamparo do México face aos embates de uma recessão global e suas conseqüências, mais desastrosas e duradouras aqui que no resto das nações do continente.

Não se deve omitir, é claro, as terríveis conseqüências sociais e políticas das estratégias antissalariais e antitrabalho com que se governou nas últimas décadas. O aumento descontrolado das taxas de criminalidade, a crescente desintegração social, as evidente carências em educação, saúde e habitação constituem um saldo que,se não mudar o rumo, mais cedo ou mais tarde desembocará na ingovernabilidade, na desestabilização e numa violência ainda maior do que a sofrida atualmente.

O governo Lula não poderia ser classificado como socialista radical. Ao contrário, em diversas áreas da esquerda se critica o presidente brasileiro por abandonar os postulados ideológicos de sua origem sindicalista, por ter virado as costas, depois de chegar ao poder, aos movimentos sociais que o apoiaram em sua carreira política, e até por ter assumido algumas premissas da ortodoxia neoliberal.

O que ninguém, nem da esquerda nem da direita, nega a Lula é uma visão de Estado.

Como corolário destas considerações pode-se assinalar que não é preciso manter posições progressistas nas esferas social e econômica para entender como é importante a manutenção e melhoria dos níveis de salário. Para partilhar essa visão e essa práxis governamental, basta por o interesse nacional acima daquele de um pequeno grupo de potentados nacionais e estrangeiros.

http://www.jornada.unam.mx

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Cavalos e Cidadãos

Luiz Henrique Dias

Depois que inventaram o tal twitter, criei o costume de relatar parte de minhas atividades diárias aos meus (atuais) 82 seguidores. Dia desses, postei “Indo caminhar na Avenida Paraná: um refúgio do calor e do tédio.” e segui para lá. A mensagem foi retransmitida por alguns usuários com comentários a respeito da pista de caminhada da Avenida, tantas vezes citada e comentada nesta coluna.

Chegando ao local, paramos o carro e começamos o trajeto, sempre de olho nas inúmeras árvores e flores, além de diversos pássaros e até papagaios, moradores ou frequentadores do local. Se tiver sorte, caro leitor, pode encontrar alguma família de quatis se aventurando nas proximidades da grade ou um solitário lagarto observando o movimento. Esse contato fácil com a natureza chama a atenção e consegue nos desvincular, por alguns minutos que seja, daqueles carros barulhentos que passam em alta velocidade a poucos metros. A caminhada seguia bem até que o inesperado aconteceu.

Nas proximidades da Vila Militar, apareceram cinco cidadãos (civis) montados a cavalo. De início (apesar de eu não achar a menor graça em subir em bichos para se locomover) achei engraçadinho e cheguei a esboçar um sorriso de aceitação. Mas os moços montados resolveram utilizar do espaço como pista de cavalgada. Eles não aparentavam ser catadores de papel ou algum desses cidadãos que utilizam o cavalo para gerar renda e garantir o sustento. Pareciam ser pessoas de classe média que, por algum motivo inacessível à minha compreensão, possuem um cavalo e, nas horas de folga, divertem-se obrigando o equino a carregar seu “distinto” proprietário.

Eles ignoraram a placa de “proibido animais” e começaram a fazer os animais rodarem, pularem e galoparem, inclusive em zigue-zague, atravessando a calçada e obrigando os pedestres a parar, desviar ou mesmo correr para se proteger. Um dos “cavaleiros” possuia um objeto (que não saberei o nome) para bater no cavalo e, a cada pancada, o bicho pulava, certamente de susto e dor.

Liguei para a polícia, pois um deles quase me acertou. O atendente do 190 prometeu mandar uma viatura, mas recomendou um contato com a Guarda-Municipal. Fiz, mas sem sucesso. Durante quinze minutos, ninguém atendeu meu telefonema. A PM também não apareceu. Acabei indo para casa frustrado com a polícia e assustado com a prepotência e brutalidade dos donos daqueles cavalos, tanto com os bichos quanto com os pedestres.

A cidade é de todos. Enquanto algumas pessoas, por terem um pouco mais de dinheiro ou por se julgarem melhores que os demais cidadãos, continuarem agindo como donas do espaço público, devemos continuar criticando, denunciando e, é claro, procurando formas legais (caso a polícia atendesse a nossos chamados) de inibi-las. Aqueles cinco homens (bichos montados em bichos), além se julgarem donos da rua, representam bem o atraso entranhado em nossa sociedade.

***

* Luiz Henrique Dias é escritor, estudante de Arquitetura e Urbanismo e Secretário Municipal de Organização Política do PCdoB de Foz do Iguaçu.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Para Cuba, Terceiro Mundo derrotou EUA em Copenhague

O chanceler cubano, Bruno Rodríguez, afirmou besta segunda-feira (21) que em Copenhague o Terceiro Mundo derrotou a tentativa dos Estados Unidos de impor uma nova orem à luta contra o aquecimento global. "Os países desenvolvidos tentavam patentear uma nova era que significaria esquer o conceito de responsabilidade compartilhada, mas diferenciada, e jogar sobre os outros países o peso da situação ambiental", disse Rodríguez numa coletiva de imprensa.

Para o titular das Relações Exteriores de Cuba, que participou da Cúpula de Copenhague, a tentativa, derotada por vários países, representava uma repetição das posições mais tenebrosas e um retrocesso em relação ao Protocolo de Quioto. "Pelo menos em Quioto, que vence no próximo ano, havia compromissos vinculantes, que deviam ser cumpridos", recordou o ministro.

Em sua exposição, o chanceler mostrou folhas dos rascunhos que o presidente Barack Obama quis introduzir. "Obama não mudou essencialmente a posição norte-americana sobre um acordo vinculante relativo à mudança climática", disse Rodríguez, referindo-se à recusa dos EUA em ratificar o acordo adotado no Japão em 1997.

"Em Copenhague ele [Obama] partiu para o assalto a esse acordo, para subvertê-lo", disse Rodríguez. Mas, destacando as posições de Tuvali – uma ilha ameaçada de desaparecer devido à elevação do nível do mar –, além da Bolívia, Cuba, Nicarágua e Venezuela, o ministro assinalou que os EUA e seus aliados não conseguiram impor suas posições.

"O documento não poderia ser aceito, por ser espúrio e porque seu conteúdo é suicida", afirmou. Para o chanceler, os padrões irracionais de produção e consumo nos países capitalistas desenvolvidos são a causa do aquecimento global.

"Ao se pretender substituir o conceito de responsabilidade compartilhada mas diferenciada, tentou-se passar por cima dos compromissos não cumpridos pelos ricos, de fornecer financiamento e transferência tecnológica aos países do Sul", disse ele.

De acordo com os dados fornecidos por Rodríguez, um norte-americano emite 20,9 toneladas de carbono por ano, um europeu 8,1 toneladas, um latino-americano 4,9 e um africano 2,3.

Portal Vermelho

Dilma chora ao lembrar combate à ditadura

A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, apareceu pela primeira vez em público sem peruca nesta segunda-feira (21), depois de vencer um câncer linfático com quimioterapia. Ela chorou ao participar em Brasília da entrega do Prêmio Direitos Humanos 2009 a Inês Etiene Romeu, sua companheira de combate à ditadura militar.
Ao falar no evento, Dilma também emocionou o público ao lembrar seus tempos de luta contra a ditadura. "É o testemunho da coragem, da generosidade e dignidade de uma geração. Quem viveu aquele tempo é capaz de compreender com razão, memória e coração. É sempre doloroso lembrar de todos que foram para a cadeia e de todos que foram de uma forma ou de outra barbaramente torturados. Muitas vezes tiraram dessas pessoas a dignidade e muitas vezes a vida", disse a ministra.

Mineira, como Dilma, Inês Etiene era estudante e bancária em Belo Horizonte quando se engajou na resistência antiditatorial. Presa em 1971, em São Paulo, pelo célebre delegado-torturador Sérgio Paranhos Fleury, sofreu os mais selvagens suplícios e foi condenada à prisão perpétua. Só foi libertada em 1979.

Também participando da entrega do prêmio, o vice-presidente José Alencar, veterano da luta contra o câncer, elogiou o novo visual de Dilma. "Eu já passei por isso. Eu também perdi o cabelo, mas agora está nascendo. Eu estou meio calvo ainda, mas está nascendo. Agora, está bonito o cabelo dela. Está moderno", disse Alencar.

Lula: "Cada gesto valeu a pena"

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, igualmente presente, destacou a pré-candidatura presidencial da ministra ao falar sobre os perseguidos pela ditadura. "Se alguém torturou a Dilma, se alguém achou que a vida tinha acabado, ela é possível candidata a presidente", lembrou Lula.

"Cada gesto de vocês, cada choque que vocês levaram, cada apertão que vocês sofreram valeu a pena, porque nós garantimos que não haverá mais retrocesso nesse país", afirmou ainda o presidente.

O presidente brincou com o fato de a ministra estar sem a peruca na cerimônia : "Vocês viram eu botando a mão no cabelo do Zé Alencar ( vice-presidente). É que teve um tempo que tinha caído o cabelo do Zé Alencar. E vocês estão percebendo que a Dilma está de cabelo novo? Não é peruca, não. É cabelo normal dela que voltou a se apresentar em público", disse Lula.

A ministra usava peruca desde maio para disfarçar a queda de cabelo causada pela quimioterapia. Em setembro, os médicos anunciaram que o tratamento tinha sido bem sucedido e que a ministra estava livre do câncer.

portal Vermelho

sábado, 19 de dezembro de 2009

Um Perfeito Comunista

Camaradas,

O dia 17 de dezembro de dois mil e nove entra para a história de Foz do Iguaçu com a posse do primeiro prefeito comunista desta cidade, o camarada Chico Brasileiro. Mesmo que por pouco tempo é de grande importância simbólica para o Partido Comunista do Brasil e sua atuação na Terra das Cataratas.

O querido camarada Chico participa desde seus 16 anos de movimentos políticos. Inicia sua militância nos anos finais da Ditadura Militar, sentindo o "friozinho na barriga" quando da realização de reuniões secretas. Participou da criação da UJS (União da Juventude Socialista) em 1984, foi um dos fundadores do PCdoB em Foz do Iguaçu, onde exerceu por duas vezes o cargo de vereador.

É bem verdade que assume a prefeitura ao final de um ano difícil. A crise econômica, apesar de não ter sido tão dura quanto algumas previsões catastróficas afirmavam, chegou ao Brasil obrigando o governo a tomar uma série de medidas que afetaram muitas prefeituras, como a nossa.

Mas também é verdade que assume a prefeitura ao final de um ano em que várias novas empresas se instalaram na cidade, comprovando ser uma cidade em pleno desenvolvimento. E o que é mais importante, não apenas um desenvolvimento através de um ciclo de crescimento como tantos outros que passaram, mas sim um desenvolvimento sustentável.

Parabéns camarada, prefeito Chico Brasileiro.

do Blog do Pablitus, por Pablo Braga Machado - Secretário de Juventude PCdoB - Foz

Estacionamento Rotativo

*Luiz Henrique Dias da Silva

As "meninas" do estacionamento rotativo central estão, como sabemos, de greve. Deixando de lado a discussão sobre certo ou errado, direito e dever, temos um fato real: quem organiza os carros no centro da cidade na ausência (ou mesmo na presença, em alguns pontos) das responsáveis por vender os bilhetes e fiscalizar o cumprimento da lei?

O estacionamento rotativo é uma forma que as cidades encontram de democratizar o acesso às vagas na região central. O grande fluxo de veículos, alinhado ao intenso movimento de pedestres e à expansão assustadora da frota de veículos (fruto do aumento da renda, do poder de compra e do acesso ao crédito), tem transformado as áreas centrais das cidades brasileiras (de pequeno, médio e longo porte) em verdadeiros ringues de luta, onde motoristas estressados e armados com suas buzinas e suas máquinas de produção de dióxido de carbono, disputam um lugar para pararem seu veículo. "Rotativo" significaria, assim, chegar, parar, fazer o que é necessário (como ir ao banco, por exemplo) e liberar a vaga para outro usuário. Para isso, as vagas são taxadas por períodos determinados. No caso de Foz do Iguaçu, em meia hora.

As discrepâncias começam na permanência. A gestão do estacionamento rotatito de Foz permite (mesmo que contra o princípio da proposta) que o cidadão use a vaga por um período, muitas vezes, superior a duas horas, desde que pague o bilhete. Além disso, muitos logistas e comerciários estacionam seus veículos nas vagas rotativas e os deixam ali durante todo o horário comercial, durante toda a semana. Nesse caso, fazem "acertos" (já recebi ofertas diversas vezes), tanto para pagamento diário quanto mensal), ou elas simplesmente abandonam o posto em determinados trechos, deixando tais lugares nas mãos de cuidadores "permanentes", que se encarregam de organizar o tráfego, os fluxos e as vagas e, é claro, cobram pelo serviço.

Com a greve, a situação parece ter piorado. Os cuidadores fizeram um verdadeiro loteamento da área central e, é claro, cobram pelo serviço prestado. Alguns (aconteceu comigo nesta quinta-feira) já avisam o preço da vaga antecipadamente ou abordam o motorista quando este volta ao carro, coagindo-o ao pagamento. Descomprometidos com a "rotatividade", o centro da cidade fica desorganizado e menos democrático.

Este não é um relato de algum proprietário preocupado com seu pseudo-direito de parar seu carro. Acredito que a cidade, e o centro, devem ser das pessoas e não dos carros. Sou favorável a uma cidade (e um mundo) onde os deslocamentos sejam feitos através de transporte coletivo eficiente, barato e de qualidade. Porém, já que temos que conviver com as máquinas de queimar petróleo, vamos, ao menos, organizar e gerir melhor nosso espaço urbano para que os carros prejudiquem menos nossa vida.

Luiz Henrique Dias da Silva é escritor, estudante de Arquitetura e Urbanismo e Secretário Municipal de Organização Política do PCdoB de Foz do Iguaçu. Apesar das críticas (de comunistas e não comunistas), ele frequenta restaurantes de fast-food americano ,anda de carro (quando precisa), vai a shopping centers e gosta de celulares. Ela acredita que nem todos os que querem justiça social precisam, obrigatoriamente, querer destruir o capitalismo a pedrada, existe outro meio: gestão pública humana, responsável e de qualidade.


(O Texto acima foi formulado por opiniões pessoais e não reflete, necessariamente, o pensamento do PCdoB).

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Posse do vice-prefeito Chico Brasileiro

Camaradas,
o vice-prefeito Chico Brasileiro toma posse nesta quinta-feira, 17/12, às 16h, como prefeito de Foz do Iguaçu em substituição a Paulo MacDonald Ghisi, que sai de férias.
A solenidade de transmissão de cargo será na Fundação Cultural.
Compareçam e prestigiem este momento histórico, pois é a primeira vez que um comunista assume a Prefeitura de Foz do Iguaçu.
Saudações
Nilton Bobato